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47 slides + worksheet + prova + dever de casa
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MEP · FAE Centro Universitário · Prof. Ricardo Macedo
Mentalidade, Times e Propósito
Aula 01 · 4h · 47 slides
Entregável: time formado, contrato de time assinado e propósito do time articulado em uma frase (por quê)

Innovation & Entrepreneurship
Módulo de Modelo de Negócio, Marca e Validação. Mentalidade, Times e Propósito. Prof. Ricardo Macedo — Agosto a Outubro de 2026.

Bem-vindo(a) à disciplina
Nas próximas 12 aulas, cada time sai de um problema real observado no dia a dia até um pitch de investimento diante de uma banca. Não é uma matéria sobre teoria. É a construção de um negócio de verdade.
Quem vai te acompanhar
Ricardo Macedo
- Annexo
- CEO e fundador — estratégia de marca, design e comunicação
- Formação
- FAE Business School + FH Münster (Alemanha)
- Pós-graduação
- Marketing digital e inovação — Northwestern Kellogg
- MEP
- Ex-aluno da própria disciplina que hoje conduz
- Greenlist
- Founder
- Menabelle
- Sócio
- Portfólio
- +426 marcas atendidas em produtos digitais
- Lovable
- Top 1% global na plataforma
- Código com IA
- +334 mil linhas geradas

O percurso: 12 aulas até o Demo Day
01–03 Fundamentos: mentalidade, oportunidade, cliente.
04–07 Construção: campo, proposta de valor, modelo de negócio.
08–09 Contexto: mercado, marca, posicionamento.
10–12 Entrega: MVP, pitch, Demo Day com banca.
Como funciona a sala
Times fixos, formados hoje, seguem até o Demo Day.
4 provas rápidas de 10 min, ao fechar cada bloco.
Worksheet obrigatório — uma folha por aula.
Nota final: provas 2,0, pitch 5,0, entregas 2,0, presença 1,0.
Hoje: mentalidade, times e propósito
Ideia x oportunidade — o que separa um palpite de um negócio real.
Tradicional x escalável — duas formas de crescer.
Golden Circle — por que começar pelo "por quê".
Oficina — formação de times.
Quantas ideias vocês já tiveram — e nunca viraram nada?
negócios não sobrevivem aos primeiros anos. A diferença raramente é a ideia.

O que é empreender (e o que não é)
Todo mundo tem ideias. Poucos constroem negócios.
Uma ideia genial que nunca virou oportunidade
O Segway chegou ao mercado em 2001 com uma promessa: mudaria o transporte nas cidades para sempre. Especialistas previram um sucesso arrasador. Anos depois, virou nicho — segurança patrimonial e passeios turísticos, não a revolução prometida.
O que é empreender
Empreender é identificar um problema real e construir, de forma sustentável, algo que o resolva. Não é ter uma ideia. É fazer essa ideia sobreviver ao contato com a realidade — como o Segway não conseguiu.
Empreendedorismo
Vem do francês entreprendre — "realizar", "assumir". O empreendedor é quem assume o risco de tirar algo do papel, não quem só tem a ideia no papel.
O que é uma ideia
Um palpite ainda não testado. Nasce de um "eu acho que...". Pode estar certa ou completamente errada — e ninguém sabe qual das duas, ainda. O Segway era uma ideia assim.
O que é uma oportunidade
Uma ideia que passou pelo teste da realidade: existe um problema real, alguém sente essa dor a ponto de pagar por uma solução, e é possível entregar essa solução em escala.
Os 3 testes que separam ideia de oportunidade
Dor real — alguém sofre com isso hoje.
Demanda paga — essa pessoa tiraria dinheiro do bolso para resolver.
Capacidade de entrega — dá para construir isso com o que vocês têm ou conseguem ter.
O porquê da Annexo
Antes de existir uma empresa, existia um problema real observado no mercado: marcas pequenas e médias tratadas como clientes de segunda categoria por agências grandes. A Annexo nasceu para resolver isso, não da ideia de "abrir uma agência".
Apaixonar-se pela solução antes do problema
"Queremos fazer um app de..." — e o problema por trás nunca foi validado. A solução vem depois. Sempre depois.
Na dupla ao lado: o problema de vocês já passou pelos 3 testes, ou ainda é só uma ideia?

Negócio tradicional vs. negócio de alto crescimento
Por que uma padaria excelente não vira uma rede em 2 anos — e um aplicativo mediano às vezes vira?
Poucas dezenas de pessoas, centenas de milhões de usuários
Quando o WhatsApp foi vendido, em 2014, o time era minúsculo perto do tamanho da base de usuários que atendia ao redor do mundo. Atender mais um usuário custava quase nada. Esse é o retrato de um negócio escalável.
Duas formas de crescer
Um negócio tradicional cresce contratando e comprando mais recursos, quase na mesma proporção do crescimento. Um negócio de alto crescimento, como o WhatsApp, multiplica receita ou impacto sem multiplicar custo na mesma velocidade.
Escalável e repetível
Termos popularizados no universo de startups por Steve Blank. Repetível: o processo que funcionou uma vez funciona de novo, sem reinventar. Escalável: a receita cresce muito mais rápido que o custo.
Repetível
O mesmo processo que vendeu para o cliente 1 funciona, sem reinventar, para o cliente 100. Se cada venda precisa de uma solução sob medida, o negócio ainda não é repetível.
Escalável
A receita cresce muito mais rápido que o custo de atender mais gente. Atender o usuário 1 milhão custa quase o mesmo que atender o usuário 10, como no caso do WhatsApp.
Duas curvas de crescimento
Cresce somando: uma padaria excelente, para dobrar de tamanho, precisa de outro ponto, outro forno, outra equipe.
Cresce multiplicando: um aplicativo, para dobrar de usuários, não precisa dobrar de estrutura na mesma proporção.
Annexo x Stacks
A Annexo, como agência de serviço, cresce contratando mais gente para atender mais clientes — um modelo tradicional, mesmo sendo ótimo. O Stacks nasceu para crescer de outro jeito: como software, sem multiplicar a equipe na mesma proporção dos clientes.


Confundir tamanho com escalabilidade
Um negócio pode faturar muito e ainda não ser escalável — se o custo de atender cresce quase na mesma proporção da receita. Grande não é sinônimo de escalável.
O negócio que vocês estão pensando é mais parecido com a padaria ou com o aplicativo? Por quê?

Intervalo
15 minutos

Golden Circle: seu porquê
Discursos que começam pelo produto não convencem ninguém.
A empresa que pede para você não comprar
A Patagonia já publicou anúncios pedindo para o cliente não comprar uma jaqueta nova sem necessidade, e destina parte do faturamento para causas ambientais. Não é slogan — é o propósito decidindo o negócio.
O Golden Circle
Golden Circle
Criado por Simon Sinek, autor e consultor, para explicar por que algumas marcas e líderes conseguem inspirar muito mais do que outras vendendo o mesmo tipo de produto.
O quê
O produto ou serviço que você entrega. Todo negócio do mundo sabe responder essa pergunta sem pensar duas vezes.
Como
O método, o processo, o diferencial de execução. Já é mais difícil de responder — poucos negócios têm clareza real sobre o que fazem de diferente.
Por quê
O propósito, a crença por trás do negócio. Quase ninguém começa por aqui — mas é a única camada que realmente gruda na cabeça de quem ouve, como a Patagonia prova.
O Golden Circle da Annexo
Tratar o propósito como enfeite
Pensar no propósito só no fim, depois que o produto já está pronto, é tratá-lo como decoração de marketing. O propósito deveria ser o ponto de partida, não o acabamento.
Vocês conseguem responder o "por quê" do time em uma frase, sem citar o produto?

Em algum momento, vai parecer que tudo está desabando.

A Luta
É o período em que o time sente que nada funciona, que a decisão certa não existe, e que ninguém mais entende o tamanho do problema. Quase todo fundador passa por isso — inclusive quem está na frente da sala hoje.

Quando apertar — e vai apertar — o que o time vai fazer diferente de desistir?
Formação de times
- 1Cada um anota, individualmente, 1 problema real observado no cotidiano (2 min).
- 2Compartilhem em voz alta pela sala.
- 3Agrupem-se por afinidade de problema, não por amizade.
- 4Fechem times de 4 a 5 pessoas.
Contrato de time
Papéis — quem faz o quê.
Regras — como e quando se comunicam entre aulas.
Decisão — como decidem quando há divergência.
Conflito — o que fazem quando o time trava.
Como o professor conduz
20 min para formação de times. 15 min para preencher o contrato. 10 min circulando entre os grupos, perguntando qual problema o time escolheu e por quê.
Cada time, 60 a 90 segundos
Nome do time. Problema escolhido. Por que esse problema, e não outro.

O que fica de hoje
Hoje vocês aprenderam: ideia ≠ oportunidade; negócio tradicional ≠ negócio escalável; Golden Circle (por quê, como, o quê); a dificuldade emocional é esperada.
Até a próxima aula: observem problemas reais no cotidiano e tragam anotados.
Worksheet
- 01Qual problema real do cotidiano cada integrante trouxe individualmente para a formação do time?
- 02Qual problema o time escolheu, e por que esse e não os outros?
- 03Quem são os integrantes do time e qual o papel de cada um?
- 04Como o time vai se comunicar entre as aulas (canal, frequência)?
- 05Como o time decide quando há divergência de opinião?
- 06O que o time faz quando trava em uma decisão (regra de conflito)?
- 07Apliquem os 3 testes (dor real, demanda paga, capacidade de entrega) ao problema escolhido — o que já dá para responder, e o que ainda precisa ser validado?
- 08Em uma frase, qual é o "por quê" do time (sem citar o produto)?
Prova
Não há prova na Aula 1. P1 ocorre na Aula 3 (persona e cliente).
Dever de casa
Observar, ao longo da semana, problemas reais vividos por vocês mesmos ou por pessoas ao redor. Anotar pelo menos 3, com contexto de quando e onde aconteceram. Trazer as anotações para a Aula 2, onde esses problemas vão virar oportunidades priorizadas.